Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui a consulta médica. A indicação e os resultados variam conforme cada paciente.
A lipoenxertia faz duas coisas ao mesmo tempo: retira gordura de onde sobra e a reposiciona onde falta volume. Mas há um detalhe central que todo paciente precisa entender antes: nem toda a gordura transferida permanece. Parte é naturalmente reabsorvida pelo corpo nos primeiros meses, e parte se fixa de forma duradoura, passando a se comportar como o tecido local. O volume tende a se estabilizar por volta de 3 a 6 meses. Essa reabsorção é esperada e previsível — e é justamente por isso que o planejamento já a leva em conta desde o início.
Entenda o percurso da gordura e o que influencia quanto dela fica.
Como funciona a lipoenxertia, etapa por etapa?
São três momentos: a coleta, em que a gordura é aspirada de uma área doadora (abdômen, flancos, coxas) com técnica de lipoaspiração; o preparo, em que o material é tratado para separar a gordura viável; e o enxerto, em que ela é reposicionada em pequenas porções na região receptora, para favorecer a integração com os tecidos.

Por que parte da gordura é reabsorvida?
Porque a gordura enxertada precisa “pegar” no novo local — receber vascularização e se integrar. A fração que consegue isso permanece; a que não consegue é reabsorvida pelo organismo. É um processo biológico natural: a reabsorção acontece de forma mais acentuada nos primeiros meses, e a proporção que permanece varia com a técnica, a região tratada e as características de cada pessoa.
Em uma frase: parte da gordura fica e parte vai embora — o planejamento já conta com isso para chegar ao volume desejado.
Isso significa que preciso de mais de uma sessão?
Às vezes, sim. Quando o volume desejado é maior do que uma única sessão comporta com segurança, a estratégia planejada pode incluir uma complementação em um segundo tempo. Não é sinal de que “deu errado” — é parte da forma como a técnica trabalha para entregar resultado estável.
A gordura que ficou permanece?
A gordura que se estabelece tende a permanecer, mas passa a acompanhar o corpo: ganhos e perdas de peso importantes a influenciam, como qualquer outra gordura. Manter o peso estável ajuda a preservar o resultado ao longo do tempo.
O que a avaliação define no seu caso?
As áreas doadora e receptora, o volume viável com segurança, a necessidade eventual de mais de uma sessão e as suas expectativas sobre o resultado. Em pacientes muito magras, a disponibilidade de gordura para doar também entra na conta. Se a lipoenxertia está no seu radar, o caminho é uma avaliação individual. Você pode agendar uma avaliação com a Dra. Laielly Abbas pelo WhatsApp.
Perguntas frequentes
Parte é naturalmente reabsorvida nos primeiros meses e parte se fixa de forma duradoura, com o volume tendendo a se estabilizar por volta de 3 a 6 meses. A proporção varia conforme a técnica, a região e o organismo — por isso o planejamento já considera essa reabsorção esperada.
Sim. Quando o objetivo de volume é maior do que uma sessão comporta com segurança, a complementação em um segundo tempo é uma estratégia comum e planejada desde o início.
A gordura que se estabelece passa a se comportar como o tecido local, podendo variar com o peso. Grandes oscilações depois do procedimento influenciam o resultado, como em qualquer gordura do corpo.
Sim, o princípio é o mesmo em diferentes regiões — o que muda é o planejamento e a quantidade. As áreas e objetivos são definidos individualmente na avaliação.
Sim, é necessária uma área doadora com gordura disponível. Em pacientes muito magras, isso pode limitar o volume possível — um ponto avaliado no exame.
Referências
Conteúdo baseado em material educativo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) sobre lipoenxertia e transferência de gordura. Conteúdo produzido em conformidade com a Resolução CFM nº 2.336/2023, de caráter educativo, sem promessa de resultado.
