Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui a consulta médica. A indicação e os resultados variam conforme cada paciente.
O plasma de hélio com radiofrequência é uma tecnologia aplicada por baixo da pele, em ambiente cirúrgico, para estimular a contração dos tecidos no tratamento da flacidez. De forma direta: ela costuma ser utilizada no mesmo tempo cirúrgico da lipoaspiração, como coadjuvante para a flacidez leve a moderada, ajudando a pele a se acomodar ao novo contorno — e pode, em casos selecionados, ser aplicada de forma isolada. Não se trata de um procedimento de superfície, como lasers e peelings, nem de um substituto para as cirurgias que removem pele.
Este texto explica como a energia atua, quando ela costuma entrar no planejamento e — tão importante quanto — o que ela não substitui. Como sempre: a indicação é individual e definida no exame físico.
O que é o plasma de hélio com radiofrequência?
É a tecnologia que combina o plasma de hélio com a radiofrequência: o gás hélio ionizado — o plasma — conduz a energia até os tecidos sob a pele, promovendo um aquecimento breve, localizado e controlado, seguido de dissipação rápida do calor. O recurso tem registro na Anvisa e é aplicado em ambiente cirúrgico, dentro do planejamento definido na avaliação.
Como essa energia atua na flacidez?
O aquecimento controlado promove a contração imediata de parte das fibras dos tecidos e dispara uma resposta de remodelação do colágeno. O efeito, portanto, tem dois tempos: uma parte da retração acontece no ato; a resposta principal é progressiva e evolui ao longo dos meses, à medida que o colágeno se reorganiza. É por isso que a pele é reavaliada nesse horizonte, e não apenas nas primeiras semanas.

Em uma frase: a lipoaspiração trata o volume; o plasma de hélio com radiofrequência estimula a pele a responder — quando a flacidez é leve a moderada.
Quando costuma ser indicado?
O uso mais frequente é associado à lipoaspiração, no mesmo tempo cirúrgico: depois de tratar a gordura, a energia é aplicada no plano sob a pele para estimular a retração na área tratada. Em casos selecionados, a tecnologia pode ser usada de forma isolada — sempre em ambiente cirúrgico e a critério técnico. As áreas e a intensidade são definidas na avaliação, conforme o grau de flacidez e a qualidade da pele.
O que ele não substitui?
Quando existe excesso importante de pele — como as sobras após grandes emagrecimentos —, nenhuma tecnologia de estímulo substitui a remoção cirúrgica. Nesses quadros, o caminho continua sendo procedimentos como a abdominoplastia, a braquioplastia ou a cruroplastia, conforme a região. Colocar essa expectativa no lugar certo é parte importante da consulta: a tecnologia soma quando a pele ainda tem capacidade de responder; ela não recolhe sobras maiores.
Como é a recuperação?
Quando associada à lipoaspiração, a recuperação segue o pós-operatório da própria cirurgia: uso de malha compressiva, inchaço temporário e alterações transitórias de sensibilidade na área tratada. A retração é acompanhada ao longo dos meses nas consultas de retorno. Os prazos e cuidados específicos variam com a extensão do procedimento e são orientados individualmente.
Por que a indicação é sempre individual?
Porque a resposta depende de um fator que só o exame físico mede: a qualidade e a elasticidade da sua pele. É esse conjunto — grau de flacidez, área tratada, expectativa — que define se a tecnologia entra no plano, se a lipoaspiração isolada resolve ou se o caso pede cirurgia de remoção de pele, sempre em conformidade com as diretrizes do Conselho Federal de Medicina.
Se a flacidez é a sua dúvida, o caminho mais seguro é uma avaliação individual. Você pode agendar uma avaliação com a Dra. Laielly Abbas pelo WhatsApp.
Perguntas frequentes
Não. A radiofrequência externa atua pela superfície, em sessões seriadas. Aqui, a energia é aplicada por baixo da pele, em ambiente cirúrgico — em geral, em aplicação única, associada à lipoaspiração.
Não, quando há excesso importante de pele. A tecnologia é coadjuvante para a flacidez leve a moderada; sobras maiores continuam sendo tratadas com cirurgias de remoção de pele, como a abdominoplastia. A avaliação define cada caso.
Parte da contração ocorre no ato, mas a resposta principal é progressiva: o colágeno se remodela ao longo dos meses, e é nesse horizonte que a pele é reavaliada.
Em casos selecionados, sim — sempre em ambiente cirúrgico e a critério técnico. Na prática, o uso mais frequente é no mesmo tempo cirúrgico da lipoaspiração.
Sim. As tecnologias utilizadas pela clínica possuem registro na Anvisa, e a indicação segue avaliação médica individual.
Referências
Conteúdo educativo elaborado com base na literatura da especialidade em cirurgia plástica. Produzido em conformidade com a Resolução CFM nº 2.336/2023, de caráter educativo, sem promessa de resultado.
