Este conteúdo tem caráter educativo e não substitui a consulta médica. A indicação e os resultados variam conforme cada paciente.
Sim — e essa é uma das razões da popularidade do ácido hialurônico. Diferente de outros preenchedores, ele costuma ser reversível: na maioria dos casos existe uma enzima específica (a hialuronidase) capaz de dissolver o produto, permitindo ajustar ou desfazer o resultado. Isso não torna o procedimento trivial — ainda é um ato médico com indicações e riscos —, mas oferece uma margem de correção que dá tranquilidade a quem está começando.
Entenda o que é o produto, como ele age e o que a reversibilidade realmente significa.
O que é o ácido hialurônico?
É uma substância que o seu corpo já produz, presente naturalmente na pele e ligada à hidratação e ao volume dos tecidos. Nos procedimentos estéticos, ele é usado em forma de gel, com registro na Anvisa, para repor volume, suavizar sulcos e redefinir contornos — sempre de forma temporária, porque o organismo o reabsorve com o tempo.

O que a reversibilidade significa na prática?
Significa margem de ajuste. Se o resultado não agradou, se ficou assimétrico ou se houve alguma intercorrência, a enzima pode dissolver o produto — de forma total ou parcial. É uma rede de segurança que a maioria dos preenchedores permanentes não oferece, e um dos motivos pelos quais o ácido hialurônico é considerado uma porta de entrada mais confortável.
Em uma frase: o ácido hialurônico repõe volume de forma temporária e, na maioria dos casos, pode ser dissolvido — o que dá margem para ajustar.
Quanto tempo o resultado permanece?
Depende do produto e da região tratada, variando de meses a mais de um ano. Áreas de muito movimento tendem a reabsorver mais rápido. A manutenção é feita com novas aplicações, e muitos pacientes ajustam o intervalo conforme a própria percepção do resultado.
Onde o ácido hialurônico costuma ser usado?
Em diferentes regiões da face, conforme a indicação individual — de sulcos e contornos a áreas que perderam volume com o tempo. O mapa exato do que tratar, com qual produto e em qual quantidade, é definido na avaliação de preenchimento, respeitando a harmonia do rosto.
Por que importa quem aplica?
Porque as intercorrências sérias, embora raras, exigem reconhecimento e manejo imediatos — e isso depende de formação, do produto registrado e da estrutura de atendimento. A reversibilidade ajuda, mas não substitui a segurança de uma indicação médica bem feita. Se você quer entender o que faz sentido para o seu rosto, pode agendar uma avaliação com a Dra. Laielly Abbas pelo WhatsApp.
Perguntas frequentes
A duração varia com o tipo de produto, a região e o metabolismo — em geral, de meses a mais de um ano. O corpo reabsorve o gel gradualmente, e a manutenção é feita com novas aplicações conforme a avaliação.
O efeito costuma aparecer em horas a poucos dias. Em algumas situações é preciso mais de uma sessão. A enzima é usada tanto para corrigir resultados indesejados quanto em intercorrências, sempre com avaliação médica.
Não. O preenchimento repõe volume e contorno; a toxina relaxa músculos para suavizar rugas de movimento. São produtos e objetivos diferentes, que às vezes se combinam no mesmo plano.
Costuma-se usar anestésico tópico e, muitas vezes, o próprio produto já contém anestésico. O desconforto tende a ser pequeno e a aplicação é rápida, em consultório.
Como todo procedimento, tem riscos — desde eventos leves e transitórios até intercorrências vasculares raras, que exigem manejo imediato. Por isso importa quem aplica, o produto registrado e a estrutura de atendimento. Tudo é conversado no consentimento.
Referências
Conteúdo baseado em material educativo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) sobre preenchimento com ácido hialurônico. Conteúdo produzido em conformidade com a Resolução CFM nº 2.336/2023, de caráter educativo, sem promessa de resultado.
